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Domingo à tarde

Vais dizer-me que não gostas...

Domingo à tarde

Vais dizer-me que não gostas...

19.Out.17

Tragam-me a cama, precisamos de conversar

O cansaço das horas mal dormidas apoderou-se de mim. Sinto os olhos cansados, pesados, vergados a um peso tal que só pode ser comparado a uma bigorna que acaba de cair do centésimo andar. E vou olhando o relógio que teima em estar parado, tal é a lentidão com que anda como se nunca tivesse andado.

Esperava que fosse mais tarde (esperamos sempre), na ânsia solene de que o dia de trabalho acabe, ou a noite de trabalho, para que regresse à minha cama e me permita estar um par de horas perdido nos laços dos sonhos e dos mundos paralelos.

A cama que é, num estado caótico como este, como algodão debaixo de mim, que se vai ajeitando às minhas curvas, que vai fazendo parte dos grunhidos de satisfação que vou lançando enquanto me deixo levar pelo descanso do esforço mental de me manter acordado.

E hoje quero, agora quero, como se tratasse de uma prenda de Natal, que me tragam a cama. Desejo-a ardentemente porque há dias que devo horas a ela e nunca gostei de dever nada a ninguém.

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