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Domingo à tarde

Senta-te, desfruta e serve-te enquanto vou ali fazer uma sestinha

Domingo à tarde

Senta-te, desfruta e serve-te enquanto vou ali fazer uma sestinha

08
Dez17

Vamos conversar?

David Marinho

 

 O que eu gosto e tenho saudades é de me sentar a falar das maiores barbaridades que o mundo já conheceu.

Falar barato, falar caro, falar ao Deus-dará, falar para si e para os outros, falar por solidariedade, falar. Não há nada melhor do que conhecer, do que expressar o que sentimos num instante e de ver a reação. Faz falta parar para conversar, para saborear os segundos e a ver as horas a passar.

Faz falta!

Faz falta humanizar a vida e extrair as emoções dos outros para que percebamos as nossas. Nós somos o que vimos a vida inteira, é por isso que precisamos ver mais, para aprender mais. Só assim educamos a nossa forma de estar para podermos ensinar outras formas de estar aos que estão à nossa volta.

Vá lá, tu sabes bem distinguir o engodo da sinceridade. Sabes reconhecer quando a energia de um sítio não corresponde ao que pretendes. Reconheces a energia da pessoa que tens à tua frente, o que ela te dá mas sobretudo o que te pode dar. Rui Veloso não tinha total razão quando dizia que "não se ama alguém que não ouve a mesma canção" mas claramente não se pode amar alguém que não tenha a mesma energia - menos poético, eu sei.

As pessoas fogem de outras com medo de se magoarem. Quando éramos crianças, quanto mais nos batiam menos doía, porquê agora o medo de nos baterem? Porque não arriscam tirar o peso do peito quando o assunto é amor, amor de mãe ou de pai, amor de irmãos, amor apaixonado, amor despreocupado, amor ocasional, amor desmesurado? É o ouvir um não? É que sem arriscar diria que o não é garantido mas silencioso.

Faz falta sentar para conversar, até sobre nada. Nunca observaram os gestos repetidos de quem se expressa pouco? É maravilhoso. A cabeça precisa de ser enganada para nos soltarmos. É a cabeça que nos guia quando nos focamos mas os músculos ficam tensos. E quando a enganamos, somos todos tolos, alegres, fingidos e enamorados pela vida. Experimentem observar, também é bom parar para fazê-lo.

 

E por isso eu queria muito convidar-vos para falarmos. Quero em 2018 conversar com vocês, num formato pensado mas despreocupado. Vai ser bom para mim porque aprenderei com vocês, como para vocês que podem abrir-se ao mundo, como para quem nos ouvirá, que passará momentos muito bons certamente. Mas preciso de feedback.

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