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Domingo à tarde

Senta-te, desfruta e serve-te enquanto vou ali fazer uma sestinha

28.Set.17

#5 Chucha-me o nabo

David Marinho

Falava com o meu amigo M. há dias quando surgiu o maior dilema que tive dos últimos tempos:

Trabalhar em algo que nos faça feliz ou trabalhar de acordo com o salário?

(E vamos tirar o ganhar bem com algo que nos faça feliz. Ou um ou outro.)

É daqueles dilemas que não tem resposta fácil, porque é tão verdade que devemos procurar fazer algo de que gostamos, como é o de trabalhar em função do salário porque é ele que nos paga as contas. E isso fez-me pensar que tudo o que fiz até hoje e sei que tudo o que fiz, fi-lo com total dedicação, que fui gostando do que fazia mas creio nunca ter feito algo de que gostasse verdadeiramente a 100%. Sinceramente nem sei bem o que gostaria de fazer na verdade, já que nunca tive aquele sonho concreto sobre o meu futuro e isso nem sequer me envergonhou ou apoquentou.

Eis as minhas grandes questões sobre este assunto:

  • Culpo o sistema de ensino generalizado que em vez de procurar as vocações de cada aluno, procura grupos de vocações?
  • Culpo a minha incapacidade de procurar em moço o que gostaria mais de fazer?
  • Culpo os progenitores por não me terem incutido uma vocação?
  • Culpo o país que, não tendo mercado em diversas áreas, empurra os jovens para áreas muito abrangentes?

E quando já se tem praticamente 30 anos e quem passa essa barreira, dificilmente se lembrará de mudar de carreira, de procurar com calma a sua vocação. Gabo a coragem a quem o fez e faz porque isso demonstra uma vitalidade e uma capacidade de viver soberba mas que é difícil, é. Olhem, por exemplo, gostava de escrever livros, de ter uma carreira disso. Mas tenho talento? Aquele talento literário? Se calhar não. A vocação é uma coisa muito séria que não vem nos livros. Vem da nossa capacidade, da nossa naturalidade para com o objecto. Trabalhar muito e bem, ajuda. Mas isso não será trabalhar a vocação, desvirtuando por completa a palavra em si?

É um absurdo tudo isto para vocês? Alguma vez pensaram nisto?

 

 

27.Set.17

Quero cama!!!

David Marinho

Adorava ser daquelas pessoas que fala muito de manhã. Daquelas que conseguem recitar poemas na entoação correcta, que estendem qualquer resposta, que exemplificam, esmifram e picam no cucuruto até ao tutano da vida. Das que acordam ao som de canções, com vontade de correr, fazer um pequeno almoço recheado e diferente dos outros dias, que quando chegam ao trabalho já levam 35 mensagens, uma chamadita rápida no Skype, 2 chamadas de voz, dois acertos de relatórios, pelo menos 3 jornais diários com as gordas lidas e o café tomado.

Adorava mas neste momento só vejo a cama como a minha meta, o meu grande objectivo de vida. E que não pensem que é fácil aguentar os dois chaimites potentes como são as minhas pálpebras, que mais do que pesarem sobre os olhos, pesam-me na alma. E essa a esta hora do dia é tão pequenina. Ou grande para tão glamorosa coragem de se manter acordada.

Ainda tenho umas férias para comentar mas como podem imaginar...só de pensar até me dá vontade de chorar! 

25.Set.17

Primeiro dia de trabalho após as férias

David Marinho

Tinha escrito sobre a preocupação e a chatice que era o mundo acabar dia 23 de Setembro.

E cá estamos todos. Alguns já foram porque o decurso da vida é mesmo assim mas outros, como eu que escrevo e pelo menos os que lêem isso, estão cá cheios de saúde. Felizmente não desmarquei nada por causa disto porque gosto de viver no limite e porque se realmente acabasse estava a borrifar-me para o que vinha aí. Não costumo perder muito tempo a perceber se existe algo depois da morte, essa coisa metafísica é boa para se ler em livros, fica sempre bem.

Sendo assim, é com grande pesar que vos digo que vou continuar a desgraçar a blogosfera com o que escrevo, muito mais agora que vim de férias e tenho algum tempo livre para explanar toda a panóplia de coisas que inundam a minha vida. Falarei das férias quando sentir algum conforto sem elas porque ainda estão muito frescas, algum jet lag (1 hora de diferença são uns grandiosos 3600 segundos de diferença, atenção a este pormenor) e sobretudo porque ainda não descobriram um trabalho que soasse a férias para uma pessoa se sentir melhor.

 

Boa semana domingueiros!

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