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Domingo à tarde

Senta-te, desfruta e serve-te enquanto vou ali fazer uma sestinha

30.Mar.18

Escrita comercial: sim ou não?

David Marinho

O acto de escrever bem é uma coisa complicada. Não há receitas milagrosas para o sucesso, para a emoção que a escrita possa provocar. Por isso quando me perguntam por um livro, digo—lhes que a minha cabeça quer, a minha mão teima e a minha consciência pesa. Escrever uma obra que assente bem na alma, é daquelas satisfações que devíamos sentir uma vez na vida, de trabalho feito e conseguido. Mas depois olho para certos autores e obras e percebo que nem todos pensam assim: há um desejo de escrever por escrever que se torna comercial do qual eu não concordo, ou pelo menos me dificulta o foco para aquilo que é fundamental: gostar realmente do que está escrito. 

Quem atingir esse Santo Graal literário, creio que mais do que o dinheiro, sai uma alma enriquecida e muito mais madura. Não quer dizer que não o seja desta forma, mas não é preciso um curso para se perceber onde quero chegar.

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29.Mar.18

Páscoa molhada, carne abençoada (menos amanhã)

David Marinho

Ora...chegámos a uns loucos 24 graus, concertos de gente nas esplanadas, ruas e jardins, para agora na altura da Páscoa vir molhar a terra para não habituar uma pessoa mal.

No entanto, com a vinda da Primavera os dias ficaram maiores e isso sim é de louvar. O facto de às 19h ainda ser de dia, faz com que pareça que saímos por volta das 15h e ainda temos um porradão de horas até dormir. Mesmo que isso seja daquelas ilusões complicadas de assimilar porque entre sair do trabalho e dormir é um pulo.

Outra coisa que vos queria falar: carne. Amanhã não se esqueçam que não podem comer carne, inclusivamente a humana, sejam canibais ou rebarbados, está bem? É que há gente a ver, e se quebram estas correntes, depois não se admirem que vos apareça uma cama carregada de pregos ou acordam deitados em cima de um tipo peludos, com cola daquela que não sai entre vocês.

 

Boa Páscoa mesmo que hoje seja Quinta-Feira. Amanhã...peixinho, vale? Vale.

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27.Mar.18

É tão fácil ser do Sporting

David Marinho

Tenho uma paixão que partilho com a L. há muitos anos, que nos faz viajar pelo país e mais recentemente pela Europa (fica mais giro que dizer só por Espanha) que é o Sporting.

Não é daquelas paixões doentias, violentas, que nos faz perder a cabeça e a vontade de viver em paz. É quase um casamento sem ser, que nos faz ir por aí por ir, sendo quase uma extensão do nosso amor e da nossa vida.

Falo-vos disto porque é difícil explicar a alguém que vive pela razão, porque sou do Sporting e porque ando por Portugal e Europa atrás dele, seja qual for a modalidade. É difícil explicar o amor pelo amor que não possa ter benefícios visíveis. E eu acho que isso é quase um preconceito, porque sendo o amor uma coisa bela e inexplicável, é normal que sejam os valores e as emoções as que provocam mudanças em nós. 

O Sporting é uma extensão de nós, quase tão natural como ir a um concerto, um museu ou um teatro.

Temos lugar anual no estádio e vamos a 90% dos jogos das modalidades em casa (alguns fora). As nossas agendas acrescentam o Sporting e outras coisas e vamos por ir, como na vida. É difícil explicar a vida pela vida, sem que sejam as vitórias o que nos faz fazer ou não fazer.

Vamos uns dias a Saragoça no mês que vem, e pelo meio ainda vemos o Sporting. Há lá melhor coisa que estes 2 em 1 da vida.

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