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Domingo à tarde

Senta-te, desfruta e serve-te enquanto vou ali fazer uma sestinha

26.Mar.18

Compras à tuga!

David Marinho

Comprei um aparador de pêlos nasais.

Obrigado e bom dia.

 

Eu explico-vos. Mas comprei à tuga mesmo: 

1. Em promoção;

2. Baratíssimo, fraco, sujeito a partir-se ao sair da caixa;

3. Eu tenho mesmo pêlos nasais, pelo que até me dava jeito isto.

 

Engraçado seria eu agora tomar partido da viagem de  autocarro em que me encontro, ligar aquela traquitana (parece uma betoneira e aposto que se andasse de canoa, aquilo fazia de motor) e desfazer um mal antigo. Era pouco higiénico mas resolvia a questão em dois tempos.

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Eu sei, sim, eu sei que os pêlos crescem com um motivo, bem nobre por acaso, que é proteger as vias respiratorias da bicharada. Mas ao mesmo tempo é a única maneira de me fazer espirrar e isso já não permito na minha casa. É, lá está, cortar o mal pela raíz.

 

Boa semana!

25.Mar.18

Quantas vidas vivemos neste bocadinho?

David Marinho

Desliguei o mundo quando a música começou. 

Imaginei-me sozinho num salão de gala, luz de fundo e a corda do sapato a quebrar o silêncio.

Um piano faz de banda sonora e entra o melhor de mim. Baixo a cabeça quando a oiço aproximar.

Sinto o toque.

Afaga-me os braços. Solto um sorriso.

Peço-lhe a mão, beijando-a ao de leve. E sorrio, deixando-as saber que os seus olhos são o espelho desse sorriso.

Deixo-a encostar-se ao meu peito, mãos juntas, de lábios encostados ao seu ouvido.

A dança começa tímida, muito lentamente.

Conto-lhe a história da nossa vida, o quão sortudo sou por vivê-la, até a voz embargar.

A luz segue-nos, e a luz que ela é segue-me para todo o lado.

A primeira lágrima molha-me a camisa, o peito. Esse que arde de amor.

A dança continua, quantas vidas vivemos neste bocadinho?

Quando cessa o piano, ficamos assim por mais tempo, em silêncio, a consumir as memórias de que somos feitos, na certeza que faremos gato sapato da vida e continuaremos a iluminar a felicidade que emanamos.

 

Secam as lágrimas salgadas do meu peito, para dar lugar aos sorrisos doces que não existem assim tanto por aí.

 

Caramba, como te amo.

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24.Mar.18

Querem ficar fit?

David Marinho

Acabo de papar aquele arroz branco com febra grelhada e sinto-me fit.

É este o conceito possível para começar uma bela história de amor entre mim e um estilo de vida saudável, que aliás, sempre foi apanágio desde que me conheço.

Antes #OperaçãoVerão2018 do que #OperaçãoCoração2018

Fora de brincadeiras, caiu-me de uma forma estupenda no estômago, criando confetis e um ambiente festivo como há muito não se via.

E nisto, em vez de brindar com champanhe, porque o seu conteúdo poderia interferir nos meus afazeres, fi-lo com café. Um café bom, um café encorpado, um café soberbo, um café magnífico, que só pode ser comparado com o melhor dos melhores cafés que possam existir.

Agora mesmo a sério: que café, minhas senhoras e meus senhores! Como é possível estarmos perante um licor dos deuses para estas horas ridículas da manhã? E o que antes era confetis, passou a...fogo de artifício.

Não, não, não houve retrete. Foi felicidade a transbordar pelas coisas que nos sabem bem (não me borrei, se é isso que pensam), como o arroz que cresce, a carne que mingua e o café que nem é uma coisa nem outra.

Entretanto, enquanto a comezaina faz cama no estômago, apodera-se de mim uma certa moleza, uma coisa ligeira que só pode ser comparada a 10 imperiais no bucho e que merece uma refastelada soneca só para a digestão se fazer com mais vigor e até segurança.

É a chamada #OperaçãoManter-meAcordado2018 agora, desejem-me sorte.

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