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Domingo à tarde

Senta-te, desfruta e serve-te enquanto vou ali fazer uma sestinha

25.Set.18

Sapos do ano 2018

David Marinho

Texto alt automático indisponível.

Como muitos sabem, este ano regressará os Sapos do Ano!

Este evento contará com a organização da Magda e da minha pessoa, que dará voz às dezenas (quiçá centenas) de blogues que estarão representados no concurso através da colaboração e recomendação de todos. 

Para isso, apontem nas vossas agendas, dia 1 de Outubro começará as votações para a edição 2018 do Sapos do Ano, e só aí terão oportunidade de acederem através de um link para a votação do mesmo, que estará disponível no blog oficial: Sapos do Ano

 

Preparados? Dia 1 de Outubro, todos ao Sapos do Ano! Conto convosco...

23.Set.18

Encaixotar memórias

David Marinho

Tudo fica encaixotado se não é vivido agora, ok?

Tudo é memória, alguma dela a fundo perdido, que se vai afundando em lugar algum, algures no espaço. Não temos capacidade para guardar tudo, com os detalhes todos, na forma correcta, e ainda ter de organizar nas gavetinhas, por importância e prioridade, tudo o que nos aparece à frente. E perceber este conceito não é fácil. 

Há pessoas, há momentos que entram e saem à mesma velocidade, e não temos o dever de as guardar. Não temos o dever de reter o que não nos acrescenta porque a memória esgota-se e um dia esfuma-se. A memória é importante para nos recordar o que fomos e de onde viemos, pelo meio aparece-nos coisas do qual temos de interpretar.

Isso vai ajudar-nos a perceber o que é realmente importante. Poderá, eventualmente, dizer-nos que a vida é selectiva demais, mas pelo menos sabem que o caminho é aquele e que depois se afina com o tempo. Continuarmos a insistir numa realidade paralela, que consiste em imagens dispersas de memórias, algumas perdidas, faz com que distorçamos a realidade actual, criamos macaquinhos na cabeça e não percebemos que 20/30/40 ou mais anos separam uma pessoa de outra completamente diferente.

E isto surge depois de debruçar-me sobre outro tema, de que as pessoas não ficam para sempre. E lutarmos por pessoas que já não passeiam nas nossas ruas, que há muito que arranjaram as suas companhias dos dias e das noites que não a nossa, é apenas o prosseguir da linha do tempo, independente de tudo o resto. Só temos de saber aceitar.

21.Set.18

Queres o meu casaco?

David Marinho

Eu bem vi quando o frio cresceu na nossa direção.

Nunca foste de pedir agasalho, muito menos de queixares-te ao tempo o frio que está. Seguravas sempre o maxilar para não começares a bater o dente, enquanto lançavas impropérios só porque o vento ficou feio à medida que a noite avançava.

Sempre adorei esse teu jeito doce para rejeitar qualquer ajuda que fosse, à força de uma mulher que quer à força ser independente de tudo e todos. Mas dei-te o meu casaco.

Eu sei, demoraste 5 minutos para o vestir porque "frio? qual frio?" era o que lançavas constantemente cá para fora. Depois não quiseste outra coisa. Pareciam nuvens de algodão quente a envolver-te o corpo enquanto me tentavas aquecer também.

Não precisas de ser assim. Não tens que ser assim. Eu aguento, aguento muito, mesmo que não aguente tudo. Mas só o facto de te ver deliciar com o cheiro e o quente da minha roupa, já valeu a pena ter nascido.

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