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Domingo à tarde

Senta-te, desfruta e serve-te enquanto vou ali fazer uma sestinha

06.Jul.18

A história da bolacha Gertrudes

David Marinho

Quem nunca se sentou a comer uma bolacha, e pensou: "que se foda, sou eu que mando no mundo agora!"?

Ninguém.

Mas visto que estou a passar por uma fase de desinspiracao total, vou-vos contar a história desta bolacha que, como tantas outras, emigrou atrás de uma vida melhor e morreu na boca de um estúpido qualquer.

Para proteger a identidade dela, vou-lhe chamar Gertrudes. A Gertrudes, espanhola, foi feita em meados do ano passado. Era uma bolacha feliz, viva entre caixas e caixinhas nos arrabaldes da capital mas, sentindo-se incapaz de continuar a viver em tais condições, decidiu sair com mais alguns amigos para o vizinho Portugal. Fui dar com ela numa caixa de venda automática, por um preço simbólico, e quase que podia ouvi-la dizer: "Tira-me daqui!". Em espanhol, claro.

Morreu há pouco, de forma inglória devido à fome de um pobre coitado (eu) que estava acima na cadeia alimentar. Tudo fiz para a proteger, mas sendo atacado pela fome, não tive outra alternativa do que proteger-me, comendo o elemento mais fraco.

Para sempre, Gertrudes. Paz à sua alma.

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