Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Domingo à tarde

Senta-te, desfruta e serve-te enquanto vou ali fazer uma sestinha

11.Set.18

As manhãs doem tanto

David Marinho

As manhãs são alvoradas da vida, despertares violentos, céu escuro e um xadrez de luzes em qualquer casa. É a obrigação, a responsabilidade, a troca por troca da sobrevivência. É isso! As manhãs são as trocas por trocas da sobrevivência, porque se não tivéssemos que fazer o que fazemos para merecer a sobrevivência, talvez acordássemos à hora que queríamos. 

Eu acho que qualquer relação emocional é igual, troca por troca. Não há relações que envolvam um só sentido porque isso acaba numa frustração completa. É dar e receber, é doar...esperem, é por isso que se doa pouco para a caridade? Porque não nos permite ter uma troca justa no imediato? Talvez. Mas as manhãs são frescas, são os acordares da existência, do hábito à luz, aos movimentos, a tudo. É o jejum do tempo, do tempo que se ganha e que se perde, do tempo que afaga e estremece. As manhãs são torradas, doces, sumos de laranja natural, cafés, cafés, cafés e mais cafés.

É o corrupio do sentido, da noção e do estratagema. É o avançar do solstício, das sombras e da azáfama.

São as cabeçadas que damos no ar, do sono. São os primeiras publicações, o fechar da réstia que foi ontem.

As manhãs são o princípio.

As manhãs doem tanto.

architecture-auto-automobiles-670735.jpg

4 comentários

Comentar post