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Domingo à tarde

Senta-te, desfruta e serve-te enquanto vou ali fazer uma sestinha

01.Ago.18

Dom de escrever? Nunca.

David Marinho

Escrever só é um dom para quem sente, sente muito e para quem explora o lodo onde nos escondemos incessantemente dos tremores de Terra que são provocados pelas nossas emoções. O dom em si é uma coisa especial que só está ao alcance de quem completa no papel o que não consegue completar na sua realidade. 

Quantas vezes nos deparámos com o simples facto de provocarmos a alegria, a tristeza, a completa comoção sem tocarmos na pessoa? Sem nos ouvirem? Só a capacidade que vamos tendo de reinventar a roda numa folha de papel, é que permite só de ler, dar tudo o que somos a quem não consegue segurar na hora o que não tem.

Mas ainda assim acho que não tenho um dom. Nem quero. Para me permitir manobrar o leme enquanto viajo na expressão física do amor, na emoção colossal da alma, nos gestos mimados da vida. De certeza que não ficará nunca um amargo de boca.

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