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Domingo à tarde

Senta-te, desfruta e serve-te enquanto vou ali fazer uma sestinha

12.Out.18

Infinidade de coisa nenhuma

David Marinho

Já sei que somos pó, porra!

Quantas vezes mais tenho de te ouvir dizer que isto tudo é uma infinidade de pequenas merdas que não fazem sentido nenhum?

Ah, sem esquecer que andamos às turras por pura vaidade. Ninguém anda às turras por vaidade. A vaidade é o estágio terminal da estupidez que não serve o intuito de nada. E queres continuar a fazer-me acreditar que a vaidade faz o trabalho todo? 

Olha, assim de repente podias ligar. Não dizes que não ouves a minha voz e que por isso a tua boa parecença se esmorece? É que ligo, ligo e não atendes. Queres milagres? Aliás, queres falar de milagres? Falemos de milagres. A vida.

Que coisa milagrosa é viver num mundo que vive em constante centrifugação, porque andamos todos a ir ao extremo sem necessidade nenhuma. Mas isso ensinaste-me tu. Só temos necessidade do que não temos, do que temos só precisamos de capacidade para manter, o que aparentemente é fácil.

Vem para casa, se faz favor. Não é ao relento que tudo muda. E braços abertos, o quentinho da vida não tem faltará.