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Domingo à tarde

Senta-te, desfruta e serve-te enquanto vou ali fazer uma sestinha

22.Mai.18

Não é difícil ser-se do Sporting

David Marinho

Difícil é aguentar as tempestades que por vezes aparecem e esta semana que passou foi muito importante para se perceber algumas coisas:

1) O Comunicação Social em Portugal anda pelas ruas da amargura, longe dos princípios que deviam nortear as instituições de direito, porque viver num mundo de total hipocrisia e falta de bom-senso já é péssimo, quanto mais haver quem faça perpetuar esse mundo só pela busca de audiências.

2) Portugal é um país óptimo para o tacho e para o tachinho, onde os favores são tantos que às tantas ninguém se limpa (nem podem) da porcaria que fazem com medo de serem denunciados. O profissionalismo em troca de dinheiro e estabilidade financeira, é o que tem feito mover o mundo. Felizmente, sabemos nós que dormem totalmente descansados, porque se é para morrer um dia, para quê ser-se íntegro agora, não é?

3) O sucesso de qualquer coisa depende da sua eficácia. O caminho já ninguém se lembra. Nem o caminho nem nada. 

4) A opinião de cada um não é soberana mas é válida num estado democrático por direito. Até aqui tudo bem. Ser-se censurado desse direito é apanágio daquilo por que lutámos há umas décadas. Não quero voltar lá, ninguém quer. A menos que falemos dos outros.

5) Ser positivo é uma virtude. Ser um positivo incapaz de aceitar outro estado é um mau sintoma. Ambos válidos e ambos não carecem da aprovação de ninguém. Mas parece que me enganei e terei de ser negativo.

6) As notícias têm uma repercussão fortíssima, que enfluencia opiniões, estados de espírito e molda personalidades. Em algumas destas de forma irrepreensível e irreversível. Pensar pela própria cabeça tornou-se um caso de estudo, um assunto de estado.

7) O amor que temos às pessoas, às coisas, é um acto privado de uma tremenda elevação emocional. Não é concebida através da burocracia ou sorte. Ou existe ou não existe. E ver e sentir compaixão por algo que seguimos muito de perto com uma atenção redobrada, além de ser de louvar, é algo que diz respeito ao bedelho de cada um. Há que respeitar isso, digo eu. 

 

Não me moldam a opinião, a personalidade ou a forma de ver as coisas. Não acredito em nada que venha de pessoas que têm um histórico extremamente negativo e nefasto. 

Se eu não durmo porque algo afecta a minha forma de estar na vida, é algo que tenho de resolver sozinho. Não perceberem (em tudo na vida) que as pessoas fazem o "luto" das emoções à sua maneira, demore o tempo que demorar, é não aceitar que as pessoas precisam de espaço e tempo para se reerguerem e encontrarem o seu equilíbrio.

Ser do Sporting é extremamente difícil por estas coisas? É. Mas pouca coisa me deu as pessoas e os momentos que guardo, como este clube e este amor, que ultrapassa em muito tudo aquilo que se passou.

E é vivenciar as coisas de uma forma "romântica" que me faz voltar sempre, não ignorando a História, mas não esquecendo o propósito com que faço as coisas. E isso é tão elementar como a fome e a sede.

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(e isto não foi comentário a nenhum assunto em específico nem a pessoas específicas. É muito antes disso.)