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Domingo à tarde

Senta-te, desfruta e serve-te enquanto vou ali fazer uma sestinha

07.Set.18

O que eu acho da felicidade

David Marinho

Enquanto vinha para o trabalho, ouvia no rádio que a felicidade é um conceito difícil de explicar, o que discordo totalmente.

A felicidade é um estado emocional que se distingue por haver ou não haver. Não há conceitos médios, nem meias palavras. Ou se é feliz, ou não. Mas eu explico melhor:

Não conheço outro estado que não o estado que as coisas me provocam no momento. Dou-me mal (aliás, sempre me dei) com estados antecipados, daqueles que muito antes de ser (ou não), já é e isso não me parece bem. Eu preciso, antes de tudo, de ter um propósito para as coisas e é com esse propósito que me guio, como um objectivo. Não percebo quem se lança ao mar sem saber, esperando sobreviver em águas que claramente não sabe navegar, e aqui não contemplo quem se lança porque as alternativas morreram todas à nascença.

O meu propósito é avaliar no momento como tudo é sentido. É um esforço mental muito superior, concordo...mas desgasta menos que sofrer por antecipação. Eu avalio o estado em que fico com tudo o que interage comigo e meço a felicidade consoante isso mesmo. É uma divisão binária, que torna simples uma vida que tem tudo para ser complicada, no geral.

É por isso que eu acho que a felicidade é fácil de explicar. O que não é fácil é travar a euforia ou a depressão, quando nos vemos envolvidos num estado soberbo de profunda felicidade ou de profunda tristeza. Para esses extremos ainda não existe cura, senão uma procura intensa pelo nosso porto de abrigo, onde nos permite regressar são e salvos à realidade.

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