Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Domingo à tarde

Senta-te, desfruta e serve-te enquanto vou ali fazer uma sestinha

03.Jul.18

Quem nunca quis matar o despertador?

David Marinho

Eu quis. Hoje.

É horrível ouvir uma coisa tão pequena, estridente, a acabar com uma das coisas mais belas da vida: dormir. Dormir é o equivalente, em várias vertentes da sociedade em particular, vida no geral, ao prazer. Se estamos doentes, com frio, com calor, chateados, felizes, tudo...tudo é suportável quando se dorme - quando se consegue. Por isso haver um barulho tão irritante que me tire esse prazer, é motivo suficiente para matar. Só não o fiz porque é o telemóvel e preciso dele, senão, possivelmente estaria a esta hora a tratar de comprar outro despertador.

A mim acontece-me, não sei se sou o único, que é incorporar inconscientemente no sonho o som do apito daquela merda. Imaginem que estou a sonhar em estar numa praia, algures nas Maldivas, a comer Mangas. Ouvem o som do mar, não é? Pronto. Volta e meia enfiam-se entre os dentes os fiapos da Manga mas isso não conta. Nisto, vem o som estridente, sobressalto-me no sonho, sobressalto-me na vida real e afinal vinha do telemóvel.

Os fiapos ainda suportava, agora isto? É demais.

Com isto tudo, o que tenho a dizer é que é cedo. E não falta muito para ceder. Que jogo engraçadíssimo de palavras.

Bom dia.

alarm-alarm-clock-analogue-682422.jpg

12 comentários

Comentar post