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Domingo à tarde

Senta-te, desfruta e serve-te enquanto vou ali fazer uma sestinha

16.Set.18

Esbanjar a vida

David Marinho
Custam muito as saudades de alguém de quem se teve saudades a vida inteira. Quanto maior o número de vezes em que se combina qualquer coisa e depois se desmarca; quanto maior o número de vezes em que se decide que amanhã vai ser o dia de reatar uma amizade e quanto maior o número de vezes em que, no dia seguinte, nada acontece, mais a alma dói de desilusão e de desespero connosco próprios, por termos esbanjado uma amizade profunda, como se houvesse muitas - ou fossem facilmente (...)
10.Set.17

Imaginei-me...

David Marinho
Imaginei-me descalço na terra batida carregada de emoção de bola de trapos, de papel de arame, a brincar com os amigos do peito dos que ficam no coração.   Imaginei-me a jogar ao berlinde no relvado que findou foi o pedaço de terra batida e o amigo derrotado que mesmo tendo falhado em mim ficou.   Imaginei-me noutra década novo a pensar na desgraça que a vida parecia dura aos olhos de uma criança que a confiança dela metia cá uma graça.   Hoje imagino-me nu dessas (...)
10.Ago.17

Lidar com a dor dos outros

David Marinho
Lidar com a dor dos outros é complicado. Há três cenários:   1. Ou aceitamos a dor dos outros e o ambiente torna-se igualmente pesado, aliviando a dor do outro; 2. Ou rejeitamos a dor dos outros, não nos contaminando e destruindo ainda mais o psicológico do outro; 3. Ou simplesmente não respondemos, criando a ideia de que não estamos a fazer o nosso papel de amigo e destruindo ainda mais o psicológico do outro, com a agravante que as palavras delas deixaram de ter eco, estando (...)