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Domingo à tarde

Senta-te, desfruta e serve-te enquanto vou ali fazer uma sestinha

22.Jul.18

Quero dormir, posso?

David Marinho
Meio adormecido, meio macambúzio a meia luz, é assim que vai nascendo o dia de todos os dias. Ouvem-se os pássaros a chilrear desenfreados, ouve-se o vento que, embora estejamos em tempo quente, tem sido gelado, repentino e com força. Saio ali na usada Gare do Oriente num comboio à pinha vinda de Sintra, e comigo saem centenas de pessoas que irão fazer o mesmo que eu, ou pelo menos merecer por fazer, nascendo assim o dia de todos os dias. Não me apetece conversar, nem ver as vistas (...)
19.Abr.18

Coisas que Espanha me vai dando

David Marinho
A parte boa de ser estrangeiro é que as senhorinhas que vendem cartões de crédito não os podem fazer com estrangeiros. A parte má é não percebermos por vezes patavina do que é dito, no entanto acedemos porque em todo o caso, café é café.Viagens curtas e sobretudo animadas. Quem diria que me iria rir tanto com espanhóis!Primeiro, a forma dilacerante com que falam ao telemóvel como se estivessem a decidir se Madalena merece ou não levar pedrada. Segundo, vislumbrar nos lugares (...)
19.Out.17

Tragam-me a cama, precisamos de conversar

David Marinho
O cansaço das horas mal dormidas apoderou-se de mim. Sinto os olhos cansados, pesados, vergados a um peso tal que só pode ser comparado a uma bigorna que acaba de cair do centésimo andar. E vou olhando o relógio que teima em estar parado, tal é a lentidão com que anda como se nunca tivesse andado. Esperava que fosse mais tarde (esperamos sempre), na ânsia solene de que o dia de trabalho acabe, ou a noite de trabalho, para que regresse à minha cama e me permita estar um par de horas (...)