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Domingo à tarde

Senta-te, desfruta e serve-te enquanto vou ali fazer uma sestinha

25.Jul.18

Arriscar ou não arriscar

David Marinho
Não sei se são dos meus olhos, da forma como vejo ou do sentimento que transmitem, mas há sítios que de tão impregnados em memórias, pessoas e emoções que estão, me afastam para que eu mantenha intacto todo o chão que pisei. Não quero perder a inocência do espaço e do tempo, e permanecer para sempre com a idade feliz, dos momentos felizes para que possa vir e sentir saudades. Quem permanece mais do que o próprio tempo, arrisca-se a matar o bom e o mau das coisas, e fartar-se (...)
23.Mar.18

Como reajo às emoções

David Marinho
Não sei reagir perante as emoções. Quer dizer, até sei, mas a voz embarga, o olhar baixa e fico constrangido. Sinto sempre, perante o elogio ou recompensa, que nunca mereço ou nunca mereci nada daquilo. Sinto sempre que vivi sempre na concordância das coisas, na sorte da vida, e que os planetas e sóis se alinharam todos para que as coisas acontecessem a meu favor.Não acho que seja auto-confiança destruída, mas é certamente nessa auto-confiança refinada que me vou erguendo e (...)
29.Jan.18

Os autocarros da vida

David Marinho
Ontem, antes de embarcar no autocarro em Braga para Lisboa, vi os abraços emocionados de quem parte e de quem fica. Há qualquer coisa no sentimento de perda, de distância que é anti-natura. Há algo que permanece incólume aos olhos de quem fica, que pesa, mói e envelhece. Não é fácil deixarmos quem amamos, certo? Mas nada nos prepara quando elas fogem para longe pelas mais diversas razões. E são estas coisas que me fazem achar que as tecnologias nunca conseguirão realizar: (...)