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Domingo à tarde

Senta-te, desfruta e serve-te enquanto vou ali fazer uma sestinha

29.Ago.18

Quecas e alforrecas

David Marinho
Seria o nome do meu livro se o escrevesse. Por um lado temos o lado irreverente da rima, por outro duas coisas que são tabú hoje em dia mas por razões distintas.Mas depois perguntam-me (e bem):"- Oh palhaço, esse divertimento levado a cabo por pessoas de bem e esses seres vivos que parecem a cabeça do coiso com tentáculos não é irreverente?"Eu responderei que sim e continuarei a beber o meu café, com o mindinho para fora, para parecer, por um lado, que não tenho controlo sobre (...)
01.Ago.18

Dom de escrever? Nunca.

David Marinho
Escrever só é um dom para quem sente, sente muito e para quem explora o lodo onde nos escondemos incessantemente dos tremores de Terra que são provocados pelas nossas emoções. O dom em si é uma coisa especial que só está ao alcance de quem completa no papel o que não consegue completar na sua realidade. Quantas vezes nos deparámos com o simples facto de provocarmos a alegria, a tristeza, a completa comoção sem tocarmos na pessoa? Sem nos ouvirem? Só a capacidade que vamos (...)
23.Mai.18

Há qualidade na escrita hoje em dia?

David Marinho
Devo alertar o leitor de que aquilo que vou escrever é desabafo e não crítica. E não é crítica porque os anseios, a vontade, o bichinho das letras fica com quem explora as coisas e as torna em algo que nos faça imaginar.Escreve-se com pouca qualidade hoje em dia - muito pouco, direi melhor. E quando falo de qualidade, não falo na qualidade que nos soa ao ouvido mas na qualidade do que se escreve. A escrita, como aliás em toda a arte, depende exclusivamente do nosso trabalho. É (...)