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Domingo à tarde

Senta-te, desfruta e serve-te enquanto vou ali fazer uma sestinha

11.Set.18

As manhãs doem tanto

David Marinho
As manhãs são alvoradas da vida, despertares violentos, céu escuro e um xadrez de luzes em qualquer casa. É a obrigação, a responsabilidade, a troca por troca da sobrevivência. É isso! As manhãs são as trocas por trocas da sobrevivência, porque se não tivéssemos que fazer o que fazemos para merecer a sobrevivência, talvez acordássemos à hora que queríamos. Eu acho que qualquer relação emocional é igual, troca por troca. Não há relações que envolvam um só sentido (...)
22.Jul.18

Quero dormir, posso?

David Marinho
Meio adormecido, meio macambúzio a meia luz, é assim que vai nascendo o dia de todos os dias. Ouvem-se os pássaros a chilrear desenfreados, ouve-se o vento que, embora estejamos em tempo quente, tem sido gelado, repentino e com força. Saio ali na usada Gare do Oriente num comboio à pinha vinda de Sintra, e comigo saem centenas de pessoas que irão fazer o mesmo que eu, ou pelo menos merecer por fazer, nascendo assim o dia de todos os dias. Não me apetece conversar, nem ver as vistas (...)
03.Jul.18

Quem nunca quis matar o despertador?

David Marinho
Eu quis. Hoje.É horrível ouvir uma coisa tão pequena, estridente, a acabar com uma das coisas mais belas da vida: dormir. Dormir é o equivalente, em várias vertentes da sociedade em particular, vida no geral, ao prazer. Se estamos doentes, com frio, com calor, chateados, felizes, tudo...tudo é suportável quando se dorme - quando se consegue. Por isso haver um barulho tão irritante que me tire esse prazer, é motivo suficiente para matar. Só não o fiz porque é o telemóvel e (...)