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Domingo à tarde

Senta-te, desfruta e serve-te enquanto vou ali fazer uma sestinha

25.Mar.18

Quantas vidas vivemos neste bocadinho?

David Marinho
Desliguei o mundo quando a música começou. Imaginei-me sozinho num salão de gala, luz de fundo e a corda do sapato a quebrar o silêncio.Um piano faz de banda sonora e entra o melhor de mim. Baixo a cabeça quando a oiço aproximar.Sinto o toque.Afaga-me os braços. Solto um sorriso.Peço-lhe a mão, beijando-a ao de leve. E sorrio, deixando-as saber que os seus olhos são o espelho desse sorriso.Deixo-a encostar-se ao meu peito, mãos juntas, de lábios encostados ao seu ouvido.A (...)
18.Dez.17

O que podia ter sido e não fui

David Marinho
Imagino-me um pianista a entrar em palco numa sala pequena, apinhada de gente. E ao entrar, aceno, com os dois holofotes que me apagam e me isolam da multidão que só pede para me ouvir. Antes de me sentar, ajeito as abas de grilo do casaco, que aluguei numa casa de casamentos para a ocasião, e sento-me. Olho as sete oitavas que compõem a minha arte, a minha cultura, a minha vida e deslizo os dedos através delas, fechando os olhos para me fixar no que transmito e abrindo-os para fixar (...)