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Domingo à tarde

Senta-te, desfruta e serve-te enquanto vou ali fazer uma sestinha

16.Set.18

Esbanjar a vida

David Marinho
Custam muito as saudades de alguém de quem se teve saudades a vida inteira. Quanto maior o número de vezes em que se combina qualquer coisa e depois se desmarca; quanto maior o número de vezes em que se decide que amanhã vai ser o dia de reatar uma amizade e quanto maior o número de vezes em que, no dia seguinte, nada acontece, mais a alma dói de desilusão e de desespero connosco próprios, por termos esbanjado uma amizade profunda, como se houvesse muitas - ou fossem facilmente (...)
18.Out.17

Saio porque tudo tresanda a memória

David Marinho
Tudo isto cheira a memórias, boas é verdade mas não deixam de ser memórias. Há muito que não me perdia nos encantos da estação de comboios da minha vida. Na estação que me viu crescer até ao dia que deixaram de permitir que atravessássemos pela linha para ir para casa, vendo os comboios passarem como respeitáveis elementos da natureza, porque a Vila esteve sempre dividida ao meio desde sempre. Mas isto tresanda a memória por todos os lados, que o tempo nunca arrancou. Tudo (...)
23.Set.17

Não há nada como a nossa casa

David Marinho
Percebi nesta viagem ao país vizinho que o sentimento que temos por Portugal é muito semelhante ao que temos numa qualquer relação. É quando passamos o dia sem ver a pessoa amada é que percebemos que nos faz falta, que se calhar os defeitos que advém da rotina, do hábito, da comodidade afinal era por causa disso. Soube bem chegar a Vilar Formoso e sentir o cheirinho a Portugal, da sua comida, do seu café, do jeitinho bem português de ser. Não encontrei nada disto em Espanha mas (...)