Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Domingo à tarde

Senta-te, desfruta e serve-te enquanto vou ali fazer uma sestinha

07.Set.18

Um amor que faz 8 anos

David Marinho

Resmungas, trauteias, bates na mesa, berras. Mas o teu corpo pede que olhe por ti, para que não te percas. Há qualquer coisa nesse olhar que, vivendo a tua independência, pede que fique mais um pouco, que te abrace, que te ame, que não te deixe. E é por isso que fico, e por isso fiquei sempre, na ânsia de saber que, por detrás de uma máscara que sobrevive ao mundo, há pele e osso que te torna frágil e humana. 

Convivi nestes últimos anos com o melhor e o pior de ti. E convivi com o mesmo prazer, de quem não desiste nem desespera, de quem simplesmente quer aprender a conhecer-te, a recordar-se que és assim, como eu sou assim, que todos somos pedaço do que fomos, na mesma intensidade que sentimos.

Foram 8 anos.

Aprendi contigo que tudo é mais fácil assim. A segunda opinião, o sim e o não, o certo e o errado. Foi contigo que aprendi que, se algum estica a corda, o outro puxa-a para terra. Que podíamos ir mais além e ver onde isto ia dar. E soubemos aceitar que as vicissitudes da vida são o que nos permite avaliar, reavaliar, mudar, ajustar, com a certeza que amanhã é melhor e que o plano funciona na perfeição. Aceitámos errar. E errámos muito. Mas melhorámos muito mais.

E será muito melhor daqui para a frente.

Amo-te. Tanto.

balloons-clouds-fly-33479.jpg

6 comentários

Comentar post